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Como conferimos os cálculos do Planichapa, e quem faz

Atualizado em 15 de Setembro de 2026

Um desenho bonito na tela não prova que a planificação está certa. A conta de um triângulo impossível ainda produz um vértice plausível; uma chapa que desenvolve metade da peça fecha o contorno e exporta um DXF limpo. Esta página diz quem faz o Planichapa, o que se confere em cada peça antes de ela entrar no catálogo, e os erros que já foram encontrados e corrigidos, porque admitir o erro corrigido vale mais para quem trabalha com chapa do que qualquer promessa.

Quem faz

O Planichapa é operado pela FOOLABS, CNPJ 37.724.297/0001-48, em Joinville, Santa Catarina, o polo metalmecânico do sul do Brasil. O cálculo de cada peça é código aberto ao exame de quem usa: a geometria de cada uma das 50 peças está escrita como fórmula, e é a mesma que estas páginas mostram. O contato é o formulário ou o WhatsApp do rodapé, e um resultado errado é corrigido com prioridade: é o que os termos de uso prometem.

As cinco conferências de cada peça

Toda peça passa por testes automáticos que rodam a cada alteração do código. Nenhum deles olha para o desenho; todos olham para a geometria.

1. Todo triângulo é construível

Nas peças por triangulação, cada triângulo declarado tem de satisfazer a + b ≥ c. Um triângulo impossível não dá erro na conta por conta própria: a raiz quadrada de um número negativo vira, em valor absoluto, um vértice que parece certo. O teste recusa o triângulo antes de ele virar desenho.

2. O erro de solda é zero

Cada vértice colocado na chapa tem de estar exatamente às duas distâncias com que o triângulo dele foi definido. Se a triangulação escorregou em algum ponto, a costura não fecha, e o teste mede isso em milésimos de milímetro.

3. A área da chapa é a área da peça

A área da planificação, somando todas as chapas pelas quantidades, tem de ficar a cerca de um por cento da área da superfície do sólido em 3D, calculada de forma independente a partir da malha. É a conferência que pega peça faltando: o quadrado para redondo chegou a sair desenvolvendo 0,4995 da própria superfície, metade da peça numa chapa só marcada como quantidade um, e todos os outros testes passavam. O quadrado para redondo inclinado, quando foi revivido, desenvolvia 38% da própria superfície e parecia perfeitamente razoável na tela.

4. Números publicados por terceiros

Conferir a peça contra ela mesma prova consistência, não prova que a convenção é a da oficina. Por isso cada uma das 50 peças é rodada com as entradas de um exemplo publicado por outra pessoa, e a saída é comparada: o tronco de cone contra um exemplo resolvido de material de traçado, a curva de gomos contra a fórmula de esquadria publicada para tubulação, o helicoide contra a fórmula de aleta da literatura de rosca transportadora, as transições contra a aula de desenvolvimento de superfícies do IIT Guwahati (ME 111, aula 14). Onde a fonte não informa espessura, o teste usa um milésimo de milímetro, e o que sobra é a geometria pura que a fonte publicou.

5. A linha neutra em todas as peças

Quarenta e nove das cinquenta peças desenvolvem na linha neutra, a meia espessura, e um teste confere cada uma contra a fórmula: π × (D − e) na virola e em cada gomo, (e/2) × cos α no cone. A quinquagésima é o tampo esférico, que não é desenvolvível: o gabarito dele é o traçado de oficina, exato na área, e a página da peça diz isso com todas as letras.

E a malha 3D

O modelo 3D de cada peça, o mesmo que a página mostra, passa por duas conferências de malha: nenhuma aresta em mais de duas faces, e nenhuma face de área zero. Foi assim que se descobriu que o tubo oval tinha uma aresta que um fatiador lia como não-manifold.

Erros que já encontramos e corrigimos

A lista está no histórico do código, com data. Os que mudaram um número que alguém poderia ter cortado:

  • Cilindro com π × D. A virola saía π × e comprida: 9,4 mm em 300 × 3, 31 mm em 800 × 10, e a costura sobrepunha. Corrigido para π × (D − e), e o teste da linha neutra nasceu daí.
  • Cone com desconto e/2 no raio (1 de setembro de 2026). O desconto certo é na normal da superfície, (e/2) × cos α. Em redutor de parede fina a diferença é décimo de milímetro; num chapéu chinês de 800 por 60 em chapa 20 passava de 50 mm de arco. A prova é o limite: a arruela plana não desconta nada.
  • Fator k do tubo oval (1 de setembro de 2026). A conta do perímetro do oval de chapa usava um fator errado nos trechos retos; conferido contra número de fora e corrigido, junto com a varredura das 50 peças.
  • Tubo elíptico desenvolvido na elipse de eixos reduzidos (1 de setembro de 2026). O perímetro na linha média de uma elipse é o da curva paralela, não o de outra elipse com os eixos diminuídos de e. Corrigido.
  • Quadrado para redondo com metade da chapa. A peça desenvolvia 0,4995 da própria superfície, numa chapa só, marcada como quantidade um. Nenhum teste de contorno pegava; o teste de área foi escrito para pegar.
  • Plano de corte do tubo retangular cortado em ângulo (1 de setembro de 2026), que saía rebaixado; e o furo da virola com derivação, que estava coberto em dobro na malha 3D.
  • Exemplos resolvidos com a chapa errada. Sete páginas de peça diziam que a planificação cabia numa chapa menor do que a maior das chapas da peça: a curva de gomos cônica anunciava 941 × 358 e precisa de 1490 × 579. As páginas passaram a medir a maior chapa.

Cada correção entrou com um teste que impede o erro de voltar. Se você achar um resultado que não bate com a sua conta ou com a sua peça, mande as medidas: é o tipo de mensagem que mais melhora este site.

O que o cálculo não faz

  • Não inclui folga de solda, chanfro nem sobremetal: o gabarito é a peça acabada na linha neutra, e o acréscimo é do processo de cada oficina.
  • Não desconta raio de dobra nas peças calandradas, porque na calandra a linha neutra fica no meio. Nas peças de faces planas, o desconto de dobra é calculado quando você informa o raio interno, pela tabela do fator da linha neutra.
  • Não desenvolve o tampo esférico nem o helicoide de forma exata, porque a geometria não permite: são traçados de oficina, e a página de cada um diz o que é aproximado e o que é exato.
  • Não substitui a conferência na peça: apresente o ramo sobre o principal, meça o perímetro da virola calandrada, confira o ângulo da curva com esquadro. O cálculo dá o número certo; a chapa, a calandra e a solda são suas.

Perguntas frequentes

Os resultados do Planichapa são confiáveis?
Cada uma das 50 peças passa por cinco conferências automáticas: triângulos construíveis, erro de solda zero, área da chapa igual à área do sólido, comparação com exemplo publicado por terceiro e linha neutra na fórmula. Os erros encontrados até hoje estão listados nesta página, com data e correção.
Quem é o responsável pelo Planichapa?
A FOOLABS, CNPJ 37.724.297/0001-48, de Joinville, Santa Catarina. O contato é pelo formulário do site ou pelo WhatsApp do rodapé.
Achei um resultado errado. O que faço?
Mande as medidas que você informou e o que esperava receber, pelo formulário de contato. Erro de cálculo é corrigido com prioridade, e a correção entra com um teste para não voltar.
O cálculo desconta a espessura da chapa?
Sim, em todas as peças: na linha neutra nas calandradas, com (e/2) × cos α no cone, e com o fator da linha neutra nas dobras de prensa quando o raio é informado.